Protocolo prevê identificação precoce de problemas de visão na rede pública de Barueri

Usuários da rede pública de saúde de Barueri poderão contar com um protocolo para identificar problemas de visão, avaliar a urgência de cada caso e orientar o encaminhamento para atendimento especializado. A Câmara Municipal aprovou nesta terça-feira, 27, o Projeto de Lei 070/2026, que institui o…

Usuários da rede pública de saúde de Barueri poderão contar com um protocolo para identificar problemas de visão, avaliar a urgência de cada caso e orientar o encaminhamento para atendimento especializado. A Câmara Municipal aprovou nesta terça-feira, 27, o Projeto de Lei 070/2026, que institui o Protocolo Municipal de Atenção à Saúde Ocular.

A proposta estabelece diretrizes para prevenir doenças oculares, reconhecer sinais de alerta e organizar o atendimento desde as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) até os serviços especializados.

O protocolo prevê ações de prevenção e educação sobre saúde ocular, identificação de queixas relacionadas à visão e avaliação inicial, quando indicada, por profissional habilitado.

A equipe de saúde poderá identificar sinais de alterações oculares, avaliar fatores de risco e orientar o paciente sobre os cuidados necessários. Entre as condições que merecem atenção estão doenças como glaucoma, ceratocone e problemas relacionados à retina.

O texto apresentado pelo vereador Edmilson Dimi (PL) também prevê encaminhamentos para consultas oftalmológicas, exames complementares e serviços de urgência ou emergência, conforme a necessidade clínica e os fluxos de atendimento existentes.

Urgência e prioridade

A classificação de risco deverá considerar a gravidade dos sintomas e a rapidez com que o quadro evoluiu, e não apenas a ordem de chegada.

Entre os sinais de alerta previstos estão:

  • Perda súbita ou rápida da visão;
  • Dor intensa nos olhos, especialmente quando acompanhada de alterações visuais;
  • Trauma ocular, contato com produtos químicos ou suspeita de lesão;
  • Vermelhidão acompanhada de dor intensa, sensibilidade à luz ou redução da visão;
  • Alterações visuais persistentes ou progressivas.

Quando houver suspeita de urgência ou emergência oftalmológica, o caso deverá receber avaliação imediata para definir a conduta e, quando necessário, o encaminhamento ao serviço adequado.

Prevenção e orientação

A proposta também prevê atividades educativas em parceria com escolas, equipamentos públicos e entidades da sociedade civil. As ações poderão dar atenção especial a crianças, adolescentes, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Na justificativa, o autor destaca a importância de reconhecer os problemas de visão no início. “A identificação precoce de sinais e sintomas, associada à orientação adequada e ao encaminhamento oportuno, contribui para que os usuários tenham acesso aos cuidados necessários em tempo apropriado”, avaliou Edmilson Dimi.

O protocolo deverá respeitar as normas do Ministério da Saúde, os protocolos clínicos aplicáveis, a capacidade de atendimento da rede municipal e as atribuições legais de cada profissional. A classificação de risco não substitui o diagnóstico médico especializado.